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quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Muralha e eu... onde estará voc?....???

Essa muralha dura que, com o gosto certo para as palavras e o cheiro certo para a presença, amolece o mais duro gosto pela vida.

Ainda que nada que mereça uma racional lista neste momento, é como se faltasse o mais essencial ar puro e quente da minha saúde. O ar certo. E pela incoer?ncia da vida e o delicioso gosto contrário pelo certo, esse ar, que se disfarça em puro, nada mais é que o velho conhecido gosto dos sonhos vermelhos aveludados e perfumados de cabarés imaginados.


O gosto pesado de erros soltos, expostos, e mais do que de encontro com o que palpita sem coer?ncia mas soa em perfeiç?o dentro de mim. O ar que bombeia as formigas de uma retardada felicidade levando sensaç?es até para as improváveis pontas do cabelo e unhas do pé.
Aquele que arrepia até as peles sem vida das camadas mais próximas ? morte. As palavras saem querendo ter sentido, mas a boca se morde tamanha a vontade de abocanhar tanta cerimônia e transformar o peso ereto do humano responsável em instinto animal que corre de quatro e morde sem pedir.

Nada que eu n?o tenha sentido antes, ou escrito, mas mais uma vez, o que pontua minha vida em momentos e me joga para a frente pra cair de cara. Seja para chorar o inferno próximo, seja para me sufocar de voc? querendo todos os meus ângulos.

De energia presa num interesse congelado que grudei nos seus olhos, ainda me pergunto se minha clareza n?o te cegou. Minha energia em potencial, louca para cair de um longo prédio de andares divertidos e morrer tristemente no vazio de um fim certo para um sonho improvável, está zerada na espera de um estalar de dedos.

Estale os dedos e olhe para o ch?o. Eu estarei ali, arrastada em possibilidades e forte em atraç?o para subir até o andar para o qual voc? me der asas.

Sei, como sempre soube desde que tomei noç?o de minha exist?ncia baseada em vôos com horas marcadas para quedas, que vou me estabacar em pedaços mais uma vez. E sei que os juntarei novamente, me jurando preservaç?o. E, assim que estiver inteira, estarei novamente cheia de vontade de sair dando encontr?es com o mundo. Este mundo que insiste em inventar leis, regras, juramentos e instituiç?es. E insiste em perder para seres apaixonados que juram, até para Deus, que nada pode ser mais sagrado do que a fidelidade aos hormônios.

Clich?s me embrulham mais o estômago que qualquer podrid?o que meu lado puritano oitenta, irm?o g?meo do meu lado safada oito, tente me jogar na cara.

Aqui estou eu aberta até onde se pode rasgar, exposta até onde se pode vender e insinuando até onde se pode explicitar. E ainda que isolada de cúmplices, longe de aplausos e renegada de benç?o, aqui estou eu novamente servindo com prazer os meus joelhos ? divindade do desejo.
Se voc? n?o puder esperar, será bem-vindo em minha ansiedade. Se voc? me quiser embaixo de mangas, será bem-vindo em meu masoquismo feminino nada original.
Por hora lhe agradeço. Voltaram a gritar os teclados espancados de sentidos para traduzir uma alma que já n?o cabe mais em seu estado natural. Agradeço-lhe o sorriso estúpido que por mais banal que seja. Nos faz sentir negritados em meio a tantos seres e suas aspiraç?es. Agradeço-lhe a vontade de errar, sem ela minha vida n?o parece certa.


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